Os vasinhos, chamados de telangiectasias, e as microvarizes são veias superficiais dilatadas que aparecem sobretudo nas pernas. Além da questão estética, podem vir acompanhados de sensação de peso e cansaço. Para essas veias finas o tratamento de referência é a escleroterapia.
Como funciona
Uma substância esclerosante é injetada dentro da veia com agulha muito fina. Ela irrita a parede interna do vaso, que se fecha e é reabsorvido aos poucos pelo organismo. O sangue passa a circular pelas veias saudáveis. A técnica pode usar solução líquida, como glicose hipertônica ou polidocanol, ou espuma, e em veias maiores é guiada por ultrassom.
O que a literatura relata
A revisão Cochrane sobre escleroterapia em varizes e as revisões publicadas em revistas brasileiras de cirurgia vascular descrevem a técnica como simples, ambulatorial e eficaz, com baixo índice de complicações graves. Para telangiectasias e microvarizes é considerada o tratamento de escolha. Dor local leve, pequenos hematomas e, em parte dos casos, pigmentação temporária da pele sobre a veia tratada são efeitos esperados, e essa pigmentação costuma clarear ao longo dos meses. Trombose é rara e se associa ao tratamento de veias maiores.
Sessões e resultado
As veias finas fecham rapidamente e o efeito começa a aparecer já depois da primeira sessão, mas o desaparecimento completo é progressivo, conforme o organismo reabsorve o vaso. O número de sessões depende da quantidade de veias e da resposta individual, e costuma ser preciso repetir com intervalo de algumas semanas. Como a tendência a formar novos vasinhos é genética e hormonal, sessões de manutenção podem ser indicadas ao longo dos anos.
Cuidados depois da sessão
Nos dias seguintes usa-se meia de compressão conforme orientação, caminha-se normalmente e evita-se exercício intenso e calor, como sol e sauna. Proteger a área do sol reduz o risco de mancha.
Quando é preciso um cirurgião vascular
Varizes de maior calibre, com refluxo de safena, úlcera, histórico de trombose ou sintoma importante exigem avaliação e tratamento com médico angiologista ou cirurgião vascular. Quando há sinal de doença venosa além dos vasinhos superficiais, o encaminhamento é feito antes de qualquer sessão.