A rinomodelação, ou rinoplastia não cirúrgica, usa pequenas quantidades de ácido hialurônico para suavizar o perfil do nariz. Ela disfarça uma giba, eleva levemente a ponta, corrige assimetria discreta ou refina o contorno. Não reduz o tamanho do nariz e não substitui a cirurgia quando ela é indicada, mas em casos selecionados entrega um resultado harmônico numa única sessão.
Como é feita
Depois da avaliação do perfil e do planejamento, o produto é aplicado em pontos precisos, em geral com cânula ou agulha fina, em quantidades muito pequenas. O procedimento leva de vinte a trinta minutos, com anestésico tópico. O resultado é imediato e a recuperação é curta, com leve inchaço e, às vezes, pequenos hematomas por alguns dias.
O que a literatura relata
A maior série publicada até hoje, com cinco mil tratamentos, assinada por Harb e Brewster na Plastic and Reconstructive Surgery em 2020, aponta a giba dorsal como indicação mais comum e descreve duração média dos resultados entre nove e doze meses, com parte dos pacientes mantendo o resultado aos vinte e quatro meses. A mesma série é transparente sobre o risco mais importante da técnica, a oclusão vascular, observada em cerca de meio por cento dos casos e quase sempre revertida com medidas simples quando reconhecida de imediato. Necrose de pele e infecção apareceram em menos de um décimo por cento.
Por que a segurança depende de quem aplica
O nariz tem uma rede vascular delicada e conectada à circulação dos olhos. A rinomodelação exige conhecimento anatômico detalhado, produto regularizado pela Anvisa, técnica em planos profundos e um protocolo pronto para reverter intercorrências com hialuronidase. É um procedimento de baixo volume e alta precisão.
A indicação mais comum é giba dorsal leve a moderada, ponta nasal levemente caída, pequenas assimetrias ou irregularidades depois de cirurgia, e também quem deseja avaliar o resultado antes de decidir por uma cirurgia.