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Microagulhamento e a produção de colágeno

Dra. Vilma Pereira6 min de leituraConteúdo informativo

O microagulhamento, também chamado de indução percutânea de colágeno, usa microagulhas finas para criar microcanais controlados na pele. Esses microferimentos não deixam cicatriz, mas disparam a cascata natural de reparação, com liberação de fatores de crescimento, migração de fibroblastos e produção de colágeno e elastina novos.

Para que serve

Revisões publicadas em Dermatologic Surgery e em Clinical, Cosmetic and Investigational Dermatology descrevem resultados consistentes em cicatrizes de acne, sobretudo as atróficas, em linhas finas e rugas de expressão, em poros dilatados e textura irregular. A técnica também melhora a penetração de ativos, o que a torna útil no cuidado de manchas e melasma quando associada a despigmentantes. Cicatrizes cirúrgicas e estrias respondem de forma mais gradual.

Como é a sessão

Depois da higienização e do anestésico tópico, o dispositivo percorre a área em passadas controladas, com profundidade ajustada à região e ao objetivo. A pele fica avermelhada, parecida com uma leve queimadura de sol, por vinte e quatro a setenta e duas horas. Não é preciso se afastar das atividades, mas há regras claras nos primeiros dias, sem sol, sem maquiagem e sem ativos irritantes.

Quantas sessões

O colágeno novo leva semanas para se organizar, então o resultado é progressivo e aparece ao longo dos meses. O protocolo costuma prever de três a seis sessões com intervalo de quatro a seis semanas, conforme a indicação. Cicatriz profunda pede mais sessões do que um rejuvenescimento leve.

Segurança e contraindicações

A literatura descreve o microagulhamento como procedimento de baixo risco quando feito com material estéril de uso único e por profissional treinado. Vermelhidão, leve inchaço e descamação são esperados. Infecção e hiperpigmentação são raras e costumam estar ligadas a técnica inadequada, exposição solar precoce ou uso de produto não indicado sobre a pele perfurada.

Não é indicado em acne ativa inflamada, herpes em atividade, infecção cutânea, ferida aberta, tendência a queloide, gestação e uso recente de isotretinoína. Tudo isso é verificado na avaliação.

Referências

  1. Alster TS e Graham PM. Microneedling, a review and practical guide. Dermatologic Surgery, 2018, volume 44, número 3, páginas 397 a 404.
  2. Iriarte C, Awosika O, Rengifo-Pardo M e Ehrlich A. Review of applications of microneedling in dermatology. Clinical, Cosmetic and Investigational Dermatology, 2017, volume 10, páginas 289 a 298.
  3. Microneedling in dermatology, a comprehensive review of applications, techniques and outcomes, 2024.

Conteúdo informativo elaborado a partir da literatura citada. Não substitui avaliação individual. Resultados variam de pessoa para pessoa.

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